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O fanho do Itamaraty - a verdade sobre a Gripen sueca

  • Dec 12, 2016
  • 3 min read

Em meio ao turbilhão no meio golpista provocado pelo vazamento não seletivo do depoimento do vice-presidente de relações institucionais da Odebrecht, passou praticamente despercebida a quarta e novamente injusta inscrição de Lula para o banco dos réus. Relacionado pela Operação Zelotes, a aceitação do indiciamento por parte do juiz que acompanha o processo comprova que o agente Moro, pertencente à CIA, formou em Langley, Virginia, colegas competentes para o exercício da inconfessável tarefa de perseguição implacável ao líder todo-poderoso que nada sabe e nada vê. A oni-ignorância abrange a sua própria casa, fato que querem desmentir com ilações as mais descabidas e torpes.

Portanto, segue a narrativa destinada a dar munição ao conjunto de seguidores incondicionais do petista número 1, em cuja fé inquebrantável e inamovível reside a força da doutrina a ser transmitida às escolas ocupadas, aos sindicatos filiados à Central Única e às universidades aparelhadas, em greve ou em assembleia permanente.

Como será demonstrado a seguir, tudo não passou de um erro cometido pelo tradutor escalado pelo Itamaraty para assessorar o encontro do ex-presidente com empresários suecos. Afinal, não é de hoje que a Casa de Rio Branco, ora mobiliada e aparelhada por Serra, é um ninho de tucanos, dispostos a sujarem seus punhos de renda para abater o maior gavião da fiel em pleno voo.

Como os caças Gripen, de fabricação escandinava, precisavam de uma forcinha para decolar na licitação promovida pelo Ministério da Defesa, caçaram um lobista capaz de levar o ingênuo comandante às nuvens, mas não como sabia fazer a inesquecível agenciadora civil Rose, a dedicada comissária de bordo de Aerolula.

Para tanto, o safardana atacou o orgulho paterno. Sim, o malvado atravessador de aviões neoliberal não hesitou em envolver o seu filho, consagrado desportista, treinador do quilate de Mourinho e Guardiola, para ajudar a azeitar as negociações. O motivo de tal escolha dirigida foi, segundo o tradutor fanho, a gripen suenca, cujo vírus mutante aliara o devastador potencial de contágio da gripen aviária com a letalidade da suína, HXNX. Apesar das sintomáticas aparências, não se tratava de uma doença típica do então multibilionário Eike Sempre Saudável Batista, hoje restrito à internacionalização da saúde bucal.

Como bem sabemos, Lula jamais aceitaria favorecimento personal a um filho seu, talvez convencido da invulgar capacidade familiar demonstrada pelo primogênito, segundo a especialista em microinformática dona Marisa, o Steve Jobs dos jogos eletrônicos.

Entretanto, sabedor do preço da negociação de 36 caças, a U$ 150 milhões cada, total de 5,4 bilhões de dólares, o pai convenceu-se de que o trabalho desenvolvido por seu caçula custaria uma bagatela aos cofres públicos. Como todos aqueles que têm base, que apoiam a pré-escola universal, seu garoto começou com as atividades de recortar e colar. Foi buscar na internet o estado da arte em antigripais e condicionamento ao ar rarefeito e infectado.

O planejamento das aulas de educação física aos pilotos, bem como as reiteradas recomendações de vitamina C aos oficiais aviadores, determinou o sucesso absoluto das negociações bilaterais com o país nórdico.

Nada mais natural que ocorresse a contratação do rapaz por notório saber e singularidade de especialização, haja vista o peso do supersônico e o espaço exíguo do interior do cockpit da aeronave, onde não caberia um obeso. E, como gavião da fiel e auxiliar técnico das divisões de base do porco, ninguém estaria mais apto a preparar os pilotos para as dificuldades oriundas da gripen suenca. Em suma, a culpa é do FHC.


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